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QUER SABER SOBRE HISTÓRIA ECONÔMICA? - Os teólogos e a Economia - Santo Tomás de Aquino, Martinho Lu

  • 19 de mar. de 2017
  • 2 min de leitura

Santo Tomás de Aquino, Martinho Lutero e João Calvino. Se você é uma pessoa religiosa ou se prestou atenção nas suas aulas de História do Ensino Médio, é provável que esses nomes lhe sejam familiares. Santo Tomás de Aquino viveu entre 1225 e 1274 e, seguindo sua tendência religiosa, enxergava a sociedade econômica como um sistema que deveria operar baseado na cooperação e respeitando o preço justo. O Estado só deveria intervir no seu funcionamento em caso de extrema necessidade. O teólogo não via a riqueza e a propriedade como coisas ruins, mas entendia que elas poderiam trazer tanto benefícios quanto malefícios e, por isso, condenava a cobiça, a avareza e as demais práticas que geravam desigualdade e exploração dentro da sociedade. O comércio, do seu ponto de vista, só era justificável se ele garantisse a sobrevivência da família e fosse benéfico para a sociedade. O lucro era justo se fosse decorrente do trabalho do comerciante e, em consequência, estava incluso no preço justo do bem vendido. Mas e os teólogos reformadores? Lutero assumiu uma postura que valorizava o trabalho e condenava a usura uma vez que ela possibilitaria uma vida contemplativa, pautada no ócio, no luxo e na ostentação. Assim, ele se opunha gravemente as frentes católicas que valorizavam o ócio e consideravam a mendicância como algo positivo em contraste com a ostentação da alta hierarquia da Igreja. Calvino, por sua vez, tinha ideias pautadas em predestinação. Segundo ele, aqueles que estavam predestinados a serem salvos por Deus recebiam uma graça divina que era como uma vocação. Essa vocação poderia ser expressa pelo sucesso nos negócios, assim como pelas boas obras praticadas pelo cristão. A boa posição financeira de uma pessoa era, na ótica calvinista, um sinal de salvação e da glória de Deus, mas deveria ser desfrutada com moderação. Ter desprezo em relação ao dinheiro não era uma boa ideia aos olhos de Calvino, pois era o melhor meio de fazer caridade e ajudar o próximo. O teólogo ainda defendia a cobrança de juros, mas apenas no caso do empréstimo de produção, ou seja, quando a pessoa tomava um empréstimo para "produzir" mais dinheiro. Não se devia cobrar juros de uma pessoa pobre que empresta dinheiro para poder se alimentar, por exemplo. Vários filósofos e sociólogos analisaram as colaborações dos teólogos para a formação do capitalismo. Max Weber, sociólogo alemão, realizou um estudo aprofundado sobre isso em seus ensaios intitulados "A ética protestante e o espírito do capitalismo". Nós recomendamos a leitura! E do Adam Smith, você já ouviu falar? A gente acredita que sim, mas se você ainda não o conhece ou se quer saber um pouquinho mais, fique ligado no próximo post...






 
 
 

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